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Meios de Pagamento

Resolução 522: O maior “stress test” regulatório do mercado de pagamentos e por que os próximos 180 dias definem quem continua operando

9 de dezembro de 2025
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Por Time Better Now
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A Resolução BCB nº 522 não é apenas mais um ajuste normativo; ela representa uma mudança estrutural no sistema de pagamentos brasileiro e inaugura um ciclo de responsabilidade totalmente novo. O que antes era distribuído entre diversos participantes agora passa a ser rigidamente centralizado, com as bandeiras assumindo um papel decisivo na supervisão e no risco sistêmico. Subcredenciadores, em especial, tornam-se peças extremamente sensíveis nesse tabuleiro regulatório e o tempo para adequação já está correndo.

Com menos de 180 dias até maio de 2026, a orientação do BACEN é direta: subcredenciador que não estiver aderente à liquidação centralizada terá a captura suspensa. Trata-se do corte mais objetivo que o regulador já implementou para este segmento. E não é apenas uma hipótese teórica. A mensagem é inequívoca: sem aderência à liquidação centralizada, não há autorização para capturar transações. Os próximos meses são literalmente um filtro de sobrevivência.

A norma altera a dinâmica de operação de forma profunda. Ao exigir rastreabilidade integral, visibilidade total da cadeia e governança alinhada ao padrão do Sistema Financeiro Nacional, a 522 encerra definitivamente as zonas cinzentas que permitiam modelos frágeis prosperarem. As bandeiras passam a assumir risco sistêmico final e, por isso, exigirão monitoramento contínuo, dados em tempo real e tolerância zero a falhas operacionais. O impacto mais imediato é brutal: qualquer atraso na adequação pode resultar na interrupção instantânea da captura, o que significa paralisação de receita, ruptura nos repasses aos estabelecimentos comerciais e deterioração financeira em questão de dias.

A mudança também alcança dimensões econômicas. Ao limitar o chargeback a 180 dias e transferir integralmente o risco financeiro remanescente para a bandeira, a resolução altera o equilíbrio do arranjo e pressiona toda a cadeia a adotar padrões mais rígidos de conformidade, PLD/CFT e governança. Para muitos players menores, o custo e a complexidade da adequação se tornam barreiras relevantes. É natural que haja consolidação. Quem não escalar maturidade, sairá do jogo.

Por outro lado, para os players que se moverem rapidamente, a 522 cria uma vantagem competitiva incomparável. Aderir com antecedência garante continuidade operacional, reduz riscos sistêmicos, acelera homologações e fortalece a posição perante as bandeiras, que buscam parceiros tecnicamente sólidos, previsíveis e com governança robusta. Em um mercado que se tornará menos volátil, quem estiver preparado entra em um novo patamar de confiabilidade algo que, no relacionamento B2B, se converte diretamente em receita, eficiência e oportunidades comerciais.

A Resolução 522 inaugura um novo capítulo no setor. Ela redefine como as empresas operam, como se conectam, como conciliam riscos e como respondem às bandeiras e ao regulador. Mas, acima de tudo, ela define quem está preparado para sustentar operações críticas em um ambiente de controle mais rígido e transparente.

Os prazos não vão mudar. A competição não vai esperar. E a captura não será mantida para quem não estiver em conformidade.

A regra agora é clara: quem se mexer lidera, quem esperar corre risco real de parar.

A Better Now está preparada para conduzir essa adequação end-to-end, com especialização técnica, velocidade e segurança.

Vamos resolver antes que os 180 dias acabem.

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